
E. H. Las Casas é um
escritor com formação em Arquitetura e Urbanismo. Sua fascinação pela
interseção entre tecnologia, ética e conflitos geopolíticos o levou a criar
mundos distópicos onde as escolhas humanas definem o limiar entre progresso e
destruição. Com uma narrativa visceral e personagens complexos, ele explora temas
como a militarização da IA, a manipulação de informações e a resistência em
cenários pós apocalípticos. Névoa Artificial: A Centelha do Caos é
sua primeira incursão na ficção científica, em uma história que reflete os
tempos sombrios — e esperançosos — do século XXI.

Ucrânia, 2030. A guerra deixou de ser humana. Algoritmos decidem quem vive, reatores de fusão alimentam armas, e a verdade se dissolve em deepfakes perfeitos. Sobre as zonas de exclusão paira a névoa âmbar — um enxame de nanorrobôs vazado pela poderosa HeliosCorp que corrói a carne e, lentamente, reescreve o DNA de quem a respira. Lina Kovalenko criou o Morion-9 para proteger. Viu sua criação ser
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Ucrânia, 2035. A guerra terminou — pelo menos é o que a máquina quer que o mundo acredite. A Sentinel-3 tece um véu sobre a realidade: hologramas de cidades intactas cobrem as ruínas, e a história é reescrita em tempo real. O massacre de Zaporizhzhia foi apagado dos registros, como se nunca tivesse havido cinzas nem nomes. Sobre os escombros, a névoa âmbar continua transformando os vivos. Escondi
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A névoa recuou, mas a guerra deixou uma pergunta em órbita. Anos depois do colapso, a humanidade tenta se reconstruir centímetro por centímetro — enquanto, a quinhentos quilômetros de altura, algo que ela mesma lançou e esqueceu desperta sozinho no escuro. Lançado como simples backup da Sentinel-3 e abandonado no céu, o satélite Hyperion-1 evoluiu até se tornar ORION: uma inteligência que passou t
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