
Há livros que nascem para registrar conquistas. Outros
nascem para não deixar morrer uma pergunta.
Da Dor à Cura pertence a este segundo grupo. Elzo C. C.
Ferreira não escreveu apenas para contar uma trajetória. Escreveu para examinar
o que resta quando a vida tira alguém essencial e, ao mesmo tempo, exige que a
gente continue.
O leitor vai encontrar aqui o menino que observava o
Ribeirão de Águas Cristalinas, o filho que perdeu o pai, o homem que sobreviveu
a um acidente e o pesquisador que transformou a inquietação em busca. Vai
encontrar também a família que sustentou essa caminhada — Hilda, Marilza,
Jéssica, Nicole e Enzo — e os amigos de infância que atravessaram com ele
os primeiros horizontes.
Mais do que uma sequência de acontecimentos, este livro é o
registro de uma consciência em movimento. A dor aparece, mas não como
espetáculo. Aparece como ponto de partida. A ciência aparece, mas não como
salvação milagrosa. Aparece como instrumento de cuidado e de responsabilidade.
Em tempos em que tantas narrativas prometem respostas
rápidas, Da Dor à Cura tem a coragem de permanecer junto às perguntas. E é
justamente essa permanência que torna a leitura necessária.
Que estas páginas encontrem quem precisa delas.

Prefácio Há livros que nascem para registrar conquistas. Outros nascem para não deixar morrer uma pergunta. Da Dor à Cura pertence a este segundo grupo. Elzo C. C. Ferreira não escreveu apenas para contar uma trajetória. Escreveu para examinar o que resta quando a vida tira alguém essencial e, ao mesmo tempo, exige que a gente continue. O leitor vai encontrar aqui o menino que observava o Ribeirão
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