Um pouco sobre mim
Eu não sei viver no automático. Já tentei — não funciona. Pensar dá trabalho, questionar cansa, sentir pesa… mas ainda assim é melhor do que aceitar tudo sem entender nada.
Sou alguém que observa. Muito. Pessoas, comportamentos, contradições. Me incomoda quem reclama e não se move, quem opina sem buscar, quem vive de repetir o que ouviu.
Não por arrogância — mas porque eu sei o que acontece quando ninguém pensa. E me recuso a ser mais um.
Carrego minhas histórias sem romantizar. O que doeu, ensinou. O que ficou, virou reflexão. Não sou feito de frases bonitas, sou feito de tentativas de entender o que a vida faz com a gente — e o que a gente faz com isso.
Como profissional, não me contento em ensinar conteúdo. Eu quero provocar. Quero ver o aluno sair do lugar, questionar, testar, errar com sentido. Não acredito em aprendizado passivo. Se for só pra decorar, não faz sentido.
Escrevo porque preciso organizar o que penso e o que sinto. E porque sei que, às vezes, o que eu coloco em palavras é exatamente o que alguém não conseguiu dizer ainda. Não escrevo pra agradar. Escrevo pra ser honesto.
No fim, é isso:
não tenho interesse em parecer profundo.
Tenho interesse em não ser raso.