
O meu percurso sempre foi marcado por diferentes experiências, mas o dom da escrita apenas surgiu de forma inesperada no final de 2022. Aquilo que começou como uma simples necessidade de expressão, rapidamente se transformou num refúgio e numa paixão que consome todos os meus momentos de lazer.
Meu nome é Valmir Tavares Diniz. Nasci em Juazeiro do Norte em 1967.
Comecei a escrever histórias, recebendo um dom que jamais poderia imaginar que teria um dia. É algo surpreendente e inexplicável.
Sempre gostei de histórias de amor e romances, mas nunca tive o hábito de parar para ler um livro ou algo parecido.
As histórias fluem de forma ininterrupta, as personagens ganham vida e os enredos desenrolam-se quase como se eu fosse apenas um espectador a registar o que vejo. É uma jornada contínua de descoberta.
Amor pela literatura eu nunca tive. Simplesmente aconteceu.
O primeiro livro que li inteiro, do começo ao fim, foi justamente uma obra criada e escrita por mim: O homem que odiava Deus. Mesmo sendo uma história fictícia, nascida da minha imaginação e criatividade, eu me emocionei muito e cheguei a chorar.
Para mim, esse livro foi um presente dado por Deus e abriu as portas para que novas ideias fantásticas viessem à minha cabeça.
A escrita revelou-se tardiamente, mas com uma força que não se pode calar.
Aos 4 anos de idade, vim com toda minha família para viver uma nova vida em um lugar cheio de oportunidades: a cidade de São Paulo que era conhecida por ser a cidade do trabalho, devido ao seu tamanho e às muitas opções de emprego disponíveis.
Filho de Valdemar Antas Diniz e Maria Alacoque Tavares Diniz, sou o segundo filho de uma família de 7 irmãos, sendo o mais velho dos irmãos homens. Desde pequeno, tinha um grande entusiasmo em crescer rapidamente e começar a trabalhar para ajudar minha família.
Eu observava meu pai, que trabalhava em 2 empregos para pagar a prestação do terreno, o aluguel e todas as despesas de uma casa com 9 pessoas, incluindo 7 crianças, em uma vida muito dura e desafiadora. Aos 11 anos, já trabalhava como ajudante em uma barraca de brinquedos na feira.
Aos 13 anos, fui embalador de chocolate em uma fábrica sem registro. Aos 14 anos, tive a felicidade de conseguir meu primeiro emprego registrado na carteira de trabalho, e permaneci assim até o dia em que me aposentei por tempo de serviço.
Casei-me aos 22 anos e sou pai de 2 filhos e 2 netos.
Também nunca gostei muito de estudar. Estudei porque foi necessário em minha vida, pois meu foco sempre foi crescer logo, trabalhar e poder ajudar meu pai, que levava uma vida muito dura.
Sempre trabalhei e nunca tive o desprazer de ficar desempregado. Levo comigo uma frase que resume muito do que acredito: “O trabalho dignifica o homem”.
Na minha opinião, tudo isso que aconteceu e continua acontecendo é algo que eu nem me considero merecedor de receber. Vejo como um dom maravilhoso: escrever histórias usando minha humilde imaginação, minha fé e o pouco saber que tenho.
Acredito que minha missão é tocar corações e almas com minhas palavras e deixar um legado. Mesmo em um futuro distante, se algo que escrevi puder ajudar alguém, consolar uma dor, despertar uma reflexão ou fazer bem à vida de uma pessoa, isso já será extraordinário para mim.
Assim, estarei completamente realizado e com a sensação de dever cumprido.

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