Vagner Bolognezi
Vagner Bolognezi nasceu em 30 de janeiro de 1976, em Terra Roxa, Paraná, em uma família humilde, onde aprendeu desde cedo que a vida exige responsabilidade, coragem e perseverança.
Ainda criança, diante do abandono do pai, ajudou a mãe na criação de seus dois irmãos. Na adolescência, mudou-se para Londrina para acompanhar o tratamento de câncer de sua mãe. Um jovem do interior, cheio de sonhos, chegou à cidade grande desejando estudar e tornar-se juiz. Entretanto, a realidade o conduziu para longas jornadas de trabalho, durante o dia, à noite e também nos fins de semana, afastando-o pouco a pouco dos estudos.
Diante das dificuldades, decidiu buscar profissões que lhe permitissem conquistar melhores condições de vida e mais tempo para sua família. Ingressou na construção civil, em uma área que ainda estava começando a se desenvolver e que somente anos mais tarde lhe proporcionaria os resultados esperados.
Após o primeiro casamento, assumiu a guarda de seu filho especial, Airon Gabriel, dedicando anos de sua vida aos cuidados do filho e da mãe. Paralelamente, construiu uma reputação baseada no trabalho, na honestidade e na confiança, atendendo construtoras, empresas, escritórios de arquitetura e empresários de diferentes segmentos.
Sem ter tido a oportunidade de aprender em uma universidade aquilo que desejava, encontrou na própria vida sua escola. A convivência com profissionais, empresários e clientes bem-sucedidos ampliou sua visão sobre negócios, comportamento, escolhas e, principalmente, sobre a própria humanidade.
Mais tarde, ao lado de Vanessa, construiu uma nova família, da qual nasceram suas duas filhas, Thayla Yohanna e Thienny Lohainne.
Apesar de estar construindo uma carreira e prosperando profissionalmente, Vagner carregava outro sonho: proporcionar aos filhos uma infância mais saudável, simples e próxima das raízes, longe de alguns dos perigos, excessos e limitações que enxergava na vida das grandes cidades.
Em 2019, tomou uma das decisões mais importantes de sua vida: retornou à cidade natal e recomeçou praticamente do zero. Sabia das dificuldades que enfrentaria, mas acreditava que o bem-estar e a qualidade de vida da família estavam acima de qualquer condição financeira.
Com décadas de experiência, continuou conquistando clientes, construindo relacionamentos e fortalecendo sua reputação profissional.
Mas uma pergunta começou a acompanhá-lo de forma cada vez mais insistente:
“E se acontecer alguma coisa comigo? Minhas filhas saberão enfrentar as dificuldades da vida? Ainda falta tanto para ensinar. O que realmente preciso que elas saibam? Como deixar um legado que as ajude a viver em uma sociedade cada vez mais individualista, tecnológica e distante?”
Foi dessa inquietação que nasceu Como Sobreviver na Humanidade, seu primeiro livro. Mais do que uma obra, Vagner o concebeu como um legado de pai para os filhos: conhecimentos e reflexões que considera fundamentais para que uma pessoa desenvolva maturidade, autonomia e consciência diante da sociedade.
Percebendo, porém, que os jovens nem sempre se interessam por ensinamentos apresentados de maneira tradicional, nasceu o segundo livro, Dos Pais para os Filhos, concebido com uma linguagem mais dinâmica e próxima das novas gerações, buscando despertar a curiosidade e conduzir o jovem ao conhecimento.
E entre o desejo dos pais de transmitir seus ensinamentos e a dificuldade de encontrar caminhos para conversar com os filhos em uma época dominada pela tecnologia e pela falta de tempo, surgiu o terceiro livro, O Elo — uma obra voltada à reconstrução da conexão entre pais e filhos.
Assim, os três livros formam mais do que uma coleção de obras. Eles representam uma mesma missão:
aproximar gerações, despertar consciências e transformar a experiência de uma vida em um legado que possa continuar ajudando aqueles que ainda estão aprendendo a viver.
Vagner Bolognezi não se apresenta como alguém que encontrou todas as respostas. Sua obra nasce justamente de quem aprendeu através das dificuldades, dos erros, das responsabilidades, das perdas, do trabalho e da experiência.
Um homem que começou a vida tentando sobreviver às circunstâncias e que, ao longo do caminho, descobriu uma pergunta maior:
não basta ensinar os filhos a viver; é preciso prepará-los para sobreviver na humanidade.