
José Ribeiro Borges, nascido em 11 de fevereiro de 1.947, numa fazenda no município de Nerópolis, Goiás.
Filho de Carlos Ribeiro Borges e de Verônica Camilo Soares, ambos em memória.
Pai de Helton Ribeiro Borges, em memória e de Elias Ribeiro Borges. Nora, Andréia Dantas; Netos Lucas Dantas Borges e Ana Clara Dantas Borges.
Na minha infância meu pai trabalhava na fazenda plantando e colhendo milho, feijão e arroz. Pagava uma porcentagem para o dono da terra.
Ainda na minha adolescência mudamos para a cidade de Anápolis, Goiás. Depois de algum tempo, enfrentando muitas dificuldades e experimentando os prazeres do mundo e a falta de saúde, doença causada pelas picadas do inseto chamado Barbeiro. Mesmo convivendo com os prazeres e falsas alegrias proporcionadas pelas coisas terrenas, eu não tinha perspectiva de vida. Pensava em tirar a própria vida, antes porém, de concretizar tais pensamentos tive a oportunidade de conhecer o evangelho, aceitando a Jesus Cristo como meu Salvador e Senhor, em outubro de 1.968, o qual fez de mim uma nova criatura. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. ” (II Coríntios 5:17). Jesus mudou completamente a minha vida. Me salvou, me curou e me batizou com o Espírito Santo. Desde então, tudo o que eu queria era servir a Deus. Em 1.974, conclui o curso Teológico, no Instituto Cristão de Educação e Cultura, Seminário da Igreja de Cristo, em Goiânia Goiás. Decorrido um ano depois, o Pastor Aurelino Mendes, Diretor do Seminário mudou-se para Belo Horizonte e me convidou para trabalhar com ele. Depois de dois meses em Belo Horizonte, surgiu um convite de Teófilo Otoni para assumir uma congregação recém iniciada. Aceitando o convite, aqui cheguei no dia 7 de setembro de 1.976, e no dia 14 de dezembro do mesmo ano, fui ordenado ao Ministério Pastoral pela Diretoria da COBEMGE (Convenção Batista do Estado de Minas Gerais). Que também organizou a congregação na Igreja Batista do Calvário.
Trabalhamos e a Igreja cresceu. Um dos grandes milagres que aconteceu foi a construção do Templo. A Igreja tinha menos de oitenta membros. Construímos o Templo, mais dependências e sessenta bancos, em apenas dez meses e não ficamos devendo nada.
Logo depois da inauguração, começaram as lutas, e, para não dividir a Igreja, eu entreguei para a Convenção, e aceitando um convite da mesma saí e fui para a cidade de Araxá, no triângulo mineiro, abrir ali a Igreja. Agora, começa tudo de novo, com apenas dez pessoas na sala de uma residência. Deus abençoou grandemente. Logo o grupo cresceu e com apenas três anos chegamos a cinquenta e cinco membros. Nesse período a Igreja de Teófilo Otoni se divide e o grupo remanescente me convida para voltar, eu orei e aceitei o convite. Novamente começamos a trabalhar, a Igreja cresce e inicia um trabalho missionário partindo para outros campos, abrimos novas Igrejas nas cidades de Catuji, Itaipé, Padre Paraíso, Nanuque, Caraí, Posto Jangadeiro, Ponto Marambaia, Virgem da Lapa e Ubá, na Zona da Mata, Mineira. A maioria destas Igrejas cresceram e fundaram outras.
Criamos por iniciativa do irmão, Dr. Rômulo Rafael, a Escola bíblica RHEMA, um curso Teológico, com a duração de dois anos, diplomamos vários alunos, alguns deles, hoje pastores. Em nosso ministério formamos também vários Pastores, alguns pastoreando aqui no estado e fora dele.
Fui membro do COMETO – Conselho de Ministros Evangélicos de Teófilo Otoni, MG. E Presidente por dois mandatos.
Fui agraciado com o Título de Cidadão Teófilo-otonense, Secretário Municipal de Governo e coordenador do PROCON Municipal, anos 1.996 a 2.000. Diante de todas estas ocupações, não negligenciei a Igreja por um só dia. Ela sempre foi a minha prioridade.
Hoje com 78 anos de idade, só tenho a agradecer ao meu Glorioso Deus e Pai, meu Senhor Jesus Cristo que me fez triunfar.
Tenho que dizer: “Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que deveríamos fazer. ” (Lucas 17:10); “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. ” (II Timóteo 4:7).
Passei por momentos difíceis, críticas, perseguições e muitas reclamações. Momentos em que diante das lutas e cansaço, pensar até mesmo em desistir; entretanto, a consciência e a visão da obra de Deus e do chamado para o Ministério sempre falaram mais alto. Lutar e até mesmo chorar, sim, desistir jamais. Manter sempre o foco e estar sempre atento, pois, aquele que nos chamou é quem nos fortalece e nos encoraja para continuarmos a jornada, pois, “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará. “Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém! “ (I Tessalonicenses 5:24; Romanos 11:36).
A M E M!!!