
Nego Val é poeta, escritor, bailarino, performer, educador e produtor cultural nascido no território quilombola do Mimbó, em Amarante, Piauí. Homem negro, gay e quilombola, constrói sua obra na encruzilhada entre arte, memória, ancestralidade e resistência, transformando experiências individuais em narrativas coletivas de enfrentamento, pertencimento e liberdade.
Sua produção transita entre literatura, dança, performance e oralidade, tendo o corpo como arquivo vivo e território de disputa. Em seus textos, a poesia encontra a denúncia, a delicadeza encontra a revolta e a palavra torna-se instrumento de provocação, afeto e transformação social.
Como artista da cena e da escrita, desenvolve pesquisas sobre negritude, dissidências sexuais e de gênero, territorialidades quilombolas e saberes ancestrais, criando obras que desafiam silêncios históricos e questionam as estruturas de poder que moldam a sociedade brasileira. Sua escrita é marcada pela escrevivência, pela força da oralidade e pela urgência de narrar corpos e existências frequentemente empurrados para as margens.
Autor de poemas, contos e textos performáticos, Nego Val compreende a arte como ferramenta de aquilombamento, emancipação e reinvenção do mundo. Sua voz literária convoca o leitor não apenas a observar a realidade, mas a se implicar nela, transformando a leitura em experiência crítica, sensível e profundamente humana.

O que acontece quando um país se recusa a olhar para si mesmo? Em Contos Racistas: Brasil, um País que Recusa o Espelho, Nego Val reúne narrativas que atravessam o cotidiano para revelar aquilo que muitos insistem em negar. Entre silêncios, violências naturalizadas, exclusões disfarçadas de normalidade e memórias que resistem ao apagamento, os contos expõem as fissuras de uma sociedade construída
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