
Olá, leitor!
Minha relação com a criação de histórias começou muito antes de eu imaginar que um dia teria um livro publicado. Aos seis anos de idade, eu já tinha planos grandiosos: queria crescer e abrir minha própria emissora de televisão, a “TV Carrinho”, que, na minha cabeça, competiria de igual para igual com Silvio Santos e o SBT. Eu passava horas inventando programas, criando sinopses e imaginando como meus amigos de infância poderiam participar das novelas e atrações daquela emissora que só existia na minha imaginação.
Com o tempo, fui descobrindo que o papel podia ser uma extensão desse universo que eu carregava na cabeça. Vieram pequenas histórias, algumas bastante bobas, mas que, para mim, sempre significaram muito. Meu primeiro reconhecimento literário aconteceu ainda no Ensino Médio, quando conquistei o segundo lugar em um concurso de crônicas. Na ocasião, escrevi uma história pelo olhar de um cachorro que percebia as mudanças acontecendo em sua família: as crianças crescendo, os avós envelhecendo e a vida, pouco a pouco, seguindo seu curso, enquanto ele tentava compreender tudo aquilo que acontecia ao seu redor.
Durante a faculdade, continuei experimentando histórias e personagens, até encontrar um professor de produção textual que teve um papel muito especial na minha formação. Ele costumava dizer que, independentemente da história que estivéssemos contando, era preciso manter uma linha narrativa coerente, sem permitir que ela se perdesse como os galhos de uma árvore. É um ensinamento que carrego comigo até hoje. Infelizmente, ele não está aqui para conhecer meu primeiro livro, mas suas palavras continuam presentes em tudo o que escrevo.
Algum tempo depois, já formado, comecei a desenvolver aquilo que viria a se tornar Stone Cruz. Curiosamente, a história original era bem diferente. Ricky e Otav eram os protagonistas de um romance que começava da forma mais inesperada possível: um deles havia acabado de ser demitido do emprego. A ideia cresceu, ganhou personagens e tomou novos caminhos, até que percebi que aquela já não era mais a história de um casal. Era a história de uma família.
Essa mudança aconteceu justamente durante um período delicado para a minha própria família. E, de alguma maneira, escrever Stone Cruz se tornou também uma forma de seguir em frente. Enquanto eu construía uma família fictícia cujo maior patrimônio era o amor, encontrava nela a força que precisava para continuar acreditando no poder desse mesmo sentimento na vida real.
Foi assim que nasceu O Eixo do Amor.
Stone Cruz, que inicialmente havia sido planejado como um único livro ambientado ao longo de dez anos, cresceu muito além do que eu havia imaginado. A complexidade da história e o desenvolvimento dos personagens acabaram me levando a transformá-lo em uma saga de três livros, permitindo que cada personagem pudesse crescer no seu próprio ritmo e que cada etapa dessa família tivesse o espaço que merecia.
Quando finalmente escrevi o ponto final do primeiro livro e vi os 22 capítulos materializados na tela, tudo o que consegui sentir foi emoção. Não era apenas o fim de uma história que eu havia passado tanto tempo construindo. Era a realização de uma vontade que me acompanha desde criança.
Hoje, continuo escrevendo com a mesma criança que sonhava com a TV Carrinho em algum lugar dentro de mim. Talvez a emissora nunca tenha saído do papel, mas as histórias encontraram outro caminho para chegar até você.
Espero que, ao abrir Stone Cruz, você encontre personagens para amar, histórias para acompanhar e, acima de tudo, um lugar onde o amor ainda seja capaz de manter uma família de pé.
Seja muito bem-vindo ao meu universo literário.

Até onde você iria para proteger quem ama das garras de um mundo cruel? Alex Stone é intenso, forte e protetor. Ex-atleta, recusa-se a abandonar qualquer pessoa que considere sua família. Lucas Cruz é metódico, perspicaz e brilhante. Um gênio dos negócios que enxerga padrões onde ninguém mais consegue. Juntos, eles comandam a L&A Capital e construíram um império bilionário aparentemente inabaláve
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