EU SOU A FÊNIX
Do silêncio à presença
Houve um tempo em que eu precisei me calar.
Não porque não tivesse nada a dizer, mas porque a vida me ensinou que algumas dores precisam ser atravessadas em silêncio antes que a nossa voz volte a nascer.
Eu conheci o abandono, as perdas, as decepções, os dias em que levantar da cama parecia uma batalha. Conheci o peso de carregar histórias que ninguém via e de sorrir enquanto, por dentro, tentava juntar os pedaços de mim.
Mas eu não permaneci nas cinzas.
Eu sou a Fênix.
E, assim como a Fênix, precisei morrer para muitas versões de mim para descobrir que ainda existia uma mulher inteira esperando para renascer.
Renasci das minhas próprias ruínas.
Não voltei a ser quem eu era.
Voltei mais consciente.
Mais forte.
Mais inteira.
Mais presente.
Hoje, quando olho para o mar, vejo muito mais do que água e horizonte. Vejo a minha própria história. As ondas vêm, quebram, recuam e voltam novamente. E eu aprendi que a vida também é assim.
Nem toda tempestade vem para nos destruir.
Algumas vêm para nos ensinar a navegar.
Do silêncio à presença é a memória de uma mulher que poderia ter desistido, mas escolheu continuar. É a história de quem caiu, chorou, perdeu, recomeçou e descobriu que ainda havia vida depois de tudo.
Porque chegar ao fundo não significa que acabou.
Às vezes, significa apenas que chegou o momento de subir.
E eu subi.
Das cinzas, nasceu uma nova mulher.
Eu sou a Fênix.
Eu sobrevivi ao que pensei que me destruiria.
E hoje, finalmente, eu escolho estar presente na minha própria vida.
Mary