
Marcos de Ogum é sacerdote com 38 anos de caminhada nas
tradições de matriz afro-brasileira, com atuação nas vertentes da Umbanda, Mina
e Quimbanda. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a preservação dos
fundamentos ritualísticos, da ancestralidade e da tradição afro-indígena,
especialmente no contexto amazônico paraense.
Formado em Teologia e atuando como pesquisador independente, dedica-se ao estudo aprofundado das práticas espirituais, das ervas sagradas, do esoterismo e das estruturas tradicionais de culto.
Seu trabalho une vivência de
terreiro e investigação cultural, mantendo fidelidade às raízes sem abrir
espaço para distorções modernas.
Ao longo dos anos, desenvolveu um trabalho voltado ao
entendimento profundo das relações entre espiritualidade, cultura e território,
reconhecendo o valor das influências africanas e indígenas na formação dos
cultos praticados no Brasil.
Como autor, sua missão é clara: preservar o que é
verdadeiro, ensinar com responsabilidade e registrar o conhecimento que
sustenta as tradições. Sua escrita se posiciona contra a banalização do sagrado
e o racismo religioso, afirmando a espiritualidade como caminho de respeito,
disciplina e continuidade.