
Eu não escrevo para assustar; escrevo para desenterrar. Forjada entre as luzes caóticas e as sombras profundas do Rio de Janeiro, encontrei na Literatura de Terror e na Poesia Gótica a única linguagem capaz de traduzir a brutalidade e a beleza da condição humana.
Escrevo com a mesma textura crua e imperfeita de minha própria existência. Para mim, o terror não reside em monstros debaixo da cama, mas na angústia existencial de estar viva em um mundo fragmentado.
Para os leitores que buscam significado no abismo, minha obra oferece um refúgio desconfortável, porém necessário. Meus versos não fogem dos pesadelos que habitam o cotidiano. Em minhas obras, o verdadeiro horror é visceral e sistêmico: eu exploro o lar que se transforma em cena de um crime silenciado, a violência psicológica dos manuais de submissão impostos pela sociedade, e os fantasmas de sistemas opressores que ainda assombram nossas relações mais íntimas.
Minha escrita é, acima de tudo, um ritual urbano de catarse. Acredito que desviar o olhar da morte, da dor e da decadência é negar metade da nossa própria natureza. Minhas palavras convidam o leitor a descer até as próprias profundezas, usar o medo como ferramenta de autoconhecimento e encontrar beleza na impermanência das coisas.
Sem falsas redenções, minha literatura é um convite aos corajosos. Se você procura respostas fáceis, feche a página. Mas se você está disposto a encarar a escuridão para descobrir do que a sua própria alma é feita, tome fôlego. O ritual está apenas começando.

No silêncio de um monastério amaldiçoado, nasce a tragédia de Cael, um ser marcado pela fome das sombras, e Isolda, a jovem que ousou amá-lo. Entre rituais proibidos, traições e um destino traçado pela lua sangrenta, seu amor se transforma em maldição. Do outro lado, Castor, o monge atormentado, busca no livro proibido "O Cântico da Balança" a chave para aprisionar aquilo que não deveria existir.
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Em Poesia para ser lida no cemitério, Luna Bela Morte reúne poemas que nascem da sombra, caminham pelo sonho e sussurram direto ao instinto. Cada verso mergulha no sobrenatural como se fosse um convite: o de encarar aquilo que pulsa quando o mundo se cala. Aqui, o terror não grita. Ele seduz. A beleza não é delicada, é perigosa. Entre vinho tinto, rosas vermelhas e o luar que vigia lápides antigas
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