
Larissa Lemos nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Mineira de origem e de permanência, escreve a partir de uma relação antiga com a leitura e com as palavras — não como promessa de grandeza, mas como necessidade íntima de dar forma ao que não encontra lugar fácil no mundo.
Desde cedo, a escrita se impôs como modo de pensamento e permanência. Ler e escrever nunca foram, para ela, gestos utilitários, mas formas de sustentar perguntas que não pedem resposta imediata. Sua escrita não se orienta pelo consolo, mas pela revelação — permanecendo fiel ao desconforto silencioso de existir com consciência.
Formada na área da saúde, é enfermeira especialista em Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica e em Oncologia Pediátrica, atuando em contextos de alta responsabilidade, nos quais decisão, limite e continuidade deixam de ser abstrações e se tornam experiências concretas e incontornáveis. É desse lugar — atravessado por lucidez, exaustão e precisão — que sua escrita também se constrói.
O incômodo de estar vivo nasce desse percurso. Não como resposta, nem como confissão, mas como observação. Um livro que recusa soluções fáceis e se mantém naquilo que exige apenas atenção.
Larissa escreve porque há coisas que não se resolvem — apenas se sustentam.

Há desconfortos que não passam. Apenas se tornam mais claros. O incômodo de estar vivo não é um livro de respostas. É um livro de percepção. Ao longo de reflexões diretas e silenciosas, a autora percorre aquilo que permanece depois das escolhas, o que não se dissolve com o tempo e o que continua existindo mesmo quando tudo parece funcionar. Não há aqui promessas de alívio. Nem caminhos prontos
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