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Meus livros na UICLAP

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Comarca do Rio São Francisco

O que você vai ler nas próximas páginas é fruto de pesquisa, fé, amor à verdade e compromisso com o sertão. Mais que um resgate, este livro é um ato de justiça histórica

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O Altar do Brasil Nascente

Criada oficialmente em 1676, a Diocese de Olinda foi, por séculos, uma das maiores do mundo em extensão eclesiástica. Mesmo não sendo a primeira, título que cabe à Sé Primacial da Bahia, foi, sem dúvida, a mais destemida e fecunda em alcance espiritual, moldando gerações de fiéis, padres e missionários.

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Entre Claustros e Retábulos

Foi em Pernambuco, em 1585, que se ergueu o primeiro convento franciscano do Brasil, em Olinda. A partir dali uma rede de casas religiosas se espalhou pelo litoral e pelo sertão, criando centros de espiritualidade, educação e assistência. Na Bahia, o esplendor barroco do convento de Salvador e a presença marcante em cidades do Recôncavo completaram esse mapa de fé e arte.

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Reino, Açúcar e Rebeldia

A história do Brasil não pode ser compreendida sem mergulhar nas raízes mais profundas do Nordeste e, sobretudo, de Pernambuco. Nenhuma outra capitania reuniu tanta riqueza, tanto sangue derramado e tanta rebeldia contra sua metrópole. Pernambuco foi, ao mesmo tempo, joia do império atlântico português e sua maior ameaça.

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Pernambuco e a Subalternidade das Capitanias do Norte

Desde os primórdios da colonização, Pernambuco foi mais que uma simples capitania: foi capitania-mãe de todo o Norte. O termo não é exagero retórico, mas expressão da realidade administrativa, econômica e cultural dos séculos XVI a XVIII.

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Orgulho e Poder

A história do Brasil não pode ser contada sem olhar com atenção para dois de seus protagonistas mais influentes: Pernambuco e Bahia. Mais do que estados, ambos foram polos de poder, economia, cultura e fé que, em diferentes momentos, disputaram a primazia do Nordeste e a liderança política dentro do império colonial português.

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A Capitania de Itamaracá

A história da Capitania de Itamaracá começa no contexto da grande experiência do sistema de Capitanias Hereditárias, criado pela Coroa portuguesa em 1534 como forma de povoar e explorar a vasta costa brasileira. Inspirado nos modelos usados nas ilhas atlânticas (Madeira, Açores, Cabo Verde), esse siste-ma transferia a administração de longas faixas de ter-ra a particulares, os donatários , que, e

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O Convento de São Francisco de Olinda

Escrever sobre o Convento de São Francisco de Olinda é mergulhar em mais de quatro séculos de fé, história e arte. Desde a chegada dos primeiros frades, em 1585, até os dias atuais, este espaço se transformou em símbolo da presença franciscana no Brasil, testemunha de guerras, reconstruções, devoções e resistências.

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O Convento de São Francisco de Salvador

A história do Convento de São Francisco de Salvador tem suas raízes fincadas no próprio nascedouro da cidade e da fé no Brasil. Assim como Olinda recebeu o primeiro convento franciscano em 1585, Salvador, ainda jovem capital colonial, viu erguer-se pouco depois a presença dos filhos de São Francisco, trazendo consigo a simplicidade evangélica e o ardor missionário que marcariam todo o Nordeste.

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O Convento de Santo Antônio de Igarassu

A história do Convento de Santo Antônio de Igarassu se entrelaça de maneira indissociável com as próprias raízes da colonização de Pernambuco e, por consequência, com a formação inicial do Brasil. Para compreender o peso histórico e espiritual desse convento, é necessário voltar às origens da vila de Igarassu, cuja fundação remonta a 1535, quando o donatário Duarte Coelho Pereira, capitão-mor da C

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Convento de Santo Antônio do Recife

O Convento de Santo Antônio do Recife ocupa um lugar de destaque não apenas na história da capital pernambucana, mas também na trajetória dos franciscanos no Brasil. Fundado em 1606, na Ilha de Antônio Vaz, tornou-se ao longo dos séculos um centro de espiritualidade, de arte barroca e de resistência cultural.

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O Barroco Pernambucano

Há séculos, as colinas de Olinda e as pontes do Recife guardam um segredo que não se revela apenas ao olhar, mas ao coração. É o segredo do barroco pernambucano, essa forma de fé que se fez arte, de arte que se fez oração, e de oração que, ao ser esculpida, ganhou o brilho do eterno.

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As Capitanias Anexas de Pernambuco

Quando o rei Dom João III traçou, em 1534, as linhas do mapa das capitanias hereditárias, talvez não imaginasse que entre todas elas apenas uma floresceria com tamanha força e constância, a Capitania de Pernambuco, entregue a Duarte Coelho Pereira, homem de fé e de visão, que fundou Olinda e lançou as raízes de um povo livre, criativo e indomável.

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A Inquisição no Nordeste Cartas, Confissões e Silêncios

Durante mais de dois séculos, o Nordeste brasileiro viveu sob o olhar vigilante da Inquisição portuguesa. Embora nunca tenha instalado um tribunal oficial em território colonial, o Santo Ofício fez-se presente por meio de cartas, denúncias, confissões e processos enviados a Lisboa.

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O BARROCO BAIANO

Falar do Barroco Baiano é falar de uma terra onde fé, arte e história se entrelaçam de maneira tão intensa que não podem ser separadas. Salvador, primeira capital do Estado do Brasil, não foi apenas uma cidade administrativa: foi um laboratório espiritual, um porto de culturas, uma oficina de talhadores, um centro de devoção e um altar erguido entre o mar e o céu.

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A Cruz e o Tempo

Foi em torno de uma igreja que nasceu Olinda. Foi com uma igreja que se abençoou o porto do Recife. Foi pela fé que se ergueram Goiana, Igarassu, Itamaracá, Jaboatão, Caruaru, Pesqueira, Cabrobó e tantas outras cidades que hoje guardam, silenciosas, os testemunhos de uma espiritualidade que moldou o Nordeste.

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A Revolução Pernambucana de 1817

A Revolução Pernambucana de 1817 foi o acontecimento mais importante do período colonial tardio no Brasil e, paradoxalmente, o mais silenciado. Foi um movimento político, militar, religioso, econômico e cultural que uniu diferentes classes sociais: padres, militares, comerciantes, intelectuais, senhores de engenho, artesãos, negros libertos e sertanejos.

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CLERO PERNAMBUCANO

O clero pernambucano nunca foi apenas religioso. Ele foi intelectual, político, moralizador, conspirador e, em muitos momentos, revolucionário. Entre a Cruz e o Santo Ofício, entre o altar e a política, entre os púlpitos e as praças públicas, o clero tornou-se um dos agentes mais decisivos da formação do Nordeste.

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Destruição de Olinda

Em 1629, no púlpito da Igreja do Carmo de Olinda, um frade carmelita, Frei Antônio Rosado, advertiu a cidade sobre algo terrível. Suas palavras, cheias de gravidade e temor, ecoaram pelas naves de pedra: um aviso sobre destruição, fogo e ruína. Poucos ouviram. Menos ainda acreditaram. Um ano depois, Olinda ardeu. A antiga capital do açúcar, orgulho do Atlântico Sul, foi reduzida a cinzas pelos in

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O CONVENTO DE SÃO FRANCISCO DA PARAÍBA

O Convento de São Francisco da Paraíba ocupa lugar singular na história da expansão franciscana no Nordeste brasileiro. Fundado em 1589, poucos anos após a consolidação portuguesa na região, o convento integra o conjunto inicial de casas franciscanas estabelecidas sob a liderança de religiosos vinculados ao núcleo irradiador de Olinda, então centro espiritual e administrativo da Ordem no Brasil.

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O Convento de Santo Antônio de Ipuarana

O Convento de Santo Antônio de Ipuarana, situado no município de Lagoa Seca, no Brejo Paraibano, constitui um dos mais significativos espaços de presença franciscana no interior do Nordeste brasileiro ao longo do século XX. Mais do que um edifício religioso ou uma antiga instituição de ensino, Ipuarana representa um lugar onde fé, educação, cultura e memória se entrelaçam de forma profunda, deixan

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As Matrizes da Formação do Brasil Pernambuco, Bahia e São Paulo

Desde o século XVI, Pernambuco, Bahia e São Paulo exerceram funções distintas e fundamentais. Pernambuco destacou-se como matriz econômica, territorial, religiosa e política no Norte do Brasil; a Bahia consolidou-se como centro administrativo e eclesiástico; São Paulo, por sua vez, tornou-se matriz de interiorização e expansão territorial.

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O Altar-Mor de Nossa Senhora das Neves

Mais do que um objeto de estudo artístico, o altar configura-se como um espaço litúrgico e simbólico, onde a arte barroca se une à experiência do sagrado. Suas colunas, volutas, nichos e ornamentos não apenas adornam, mas conduzem o olhar do fiel ao centro da fé cristã: o mistério da Encarnação e da presença de Deus entre os homens.

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O Convento de Ipojuca e o Senhor Santo Cristo

O Convento de Ipojuca e a devoção ao Senhor Santo Cristo ocupam um lugar singular na história religiosa e cultural de Pernambuco. Mais do que um edifício conventual ou um espaço de culto, trata-se de um núcleo de memória onde se entrelaçam fé, presença franciscana, vida comunitária e permanências históricas que atravessam séculos. Compreender esse conjunto exige ultrapassar uma leitura meramente a

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A Devoção Antoniana em Pernambuco

A devoção a Santo Antônio ocupa lugar singular na formação histórica, religiosa e urbana de Pernambuco, especialmente nos núcleos coloniais de Recife e Olinda. Mais do que uma expressão de piedade popular, o culto antoniano constituiu-se, ao longo dos séculos XVI ao XIX, como um elemento estruturante da vida social, política e simbólica da capitania, influenciando a organização do espaço urbano, a

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A Capitania de Pernambuco

Durante séculos, Pernambuco foi mais do que uma unidade administrativa entre tantas outras. Foi centro de poder, de produção, de organização e de irradiação cultural. De suas terras partiram não apenas mercadorias, mas instituições, modelos de governo, estruturas eclesiásticas e formas de ocupação que moldaram grande parte do Brasil. Entretanto, ao longo do tempo, essa centralidade foi sendo dilu

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