
Fernanda Cursino Cabral Klak sempre foi apaixonada por pessoas. Observadora por natureza, interessa-se pelo comportamento humano, pelas histórias, pelas escolhas e, principalmente, por aquilo que existe por trás do que conseguimos enxergar.
A Psicologia foi, durante muitos anos, um sonho. A vida, porém, apresentou outros caminhos. Formou-se em Direito e acabou sendo — como gosta de dizer — “encontrada” pelo mundo comercial, construindo uma trajetória profissional marcada pelo relacionamento, pela escuta e pela capacidade de compreender pessoas.
Depois dos 40, em uma fase mais madura da vida, encontrou também mais espaço para olhar para si. A aproximação com os estudos da psicanálise fez com que muitas das perguntas que sempre dirigira às histórias dos outros começassem a se voltar para a sua própria.
Foi desse encontro que nasceu Escombros.
Não das respostas de alguém que chegou ao fim de um processo, mas das descobertas de uma mulher que começou a reconhecer as próprias adaptações, escolhas, papéis e armaduras — e percebeu que algumas dessas perguntas poderiam também pertencer a outras mulheres.
Fernanda continua nesse caminho de reencontro consigo mesma. Em sua escrita, aproxima reflexão e cotidiano, profundidade e humor, sem oferecer fórmulas prontas, mas abrindo espaço para escolhas mais conscientes.
Escombros — Quem existe debaixo da mulher que aprendeu a ser forte? é seu livro de estreia e, talvez, um dos seus primeiros grandes passos de volta para si.

Quantas versões de você foram necessárias para chegar até aqui? Aprendemos a resolver, cuidar, antecipar, suportar, produzir, recomeçar. Ao longo da vida, criamos habilidades para sobreviver, pertencer e seguir em frente. Algumas delas nos salvaram. Outras foram herdadas. Algumas foram construídas tão depressa que nem percebemos quando deixaram de ser ferramentas e se transformaram em armaduras.
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