Edgar Alves dos Santos Costa, aos 41 anos, é bacharel em Direito, pós-graduado em Direito do Trabalho e licenciado em História. Sua trajetória, entretanto, não pode ser compreendida apenas pelos títulos que conquistou. Antes da formação acadêmica, houve uma infância marcada pela pobreza, pelas dificuldades e pelas experiências que ensinaram, desde cedo, que a dignidade humana não pode ser privilégio de poucos.
Sua história nasceu da superação.
Ao longo da vida, Edgar encontrou na educação, no Direito, na História e, sobretudo, na fé, instrumentos para compreender as desigualdades e transformar experiências em propósito. Seu caminho o levou a dedicar parte significativa de sua atuação ao apoio, à conscientização e ao combate à violência contra a mulher, especialmente por compreender que, por trás de cada estatística, existe uma vida, uma família, uma história interrompida e sonhos que jamais poderão ser reconstruídos da mesma maneira.
Suas obras não nascem apenas da intenção de escrever. Nascem da necessidade de provocar.
Provocar consciência.
Provocar reflexão.
Provocar indignação diante daquilo que não pode ser naturalizado.
Provocar perguntas onde muitas vezes existe apenas silêncio.
Este trabalho pretende conscientizar, impactar, questionar e fazer refletir. Busca organizar informações, histórias e experiências para que o leitor não permaneça indiferente diante da violência contra a mulher e de suas consequências.
Mas existe uma dimensão ainda mais profunda em sua trajetória.
Edgar afirma que deseja viver uma vida simples, colocando Deus em primeiro lugar e reconhecendo na fé a direção de sua caminhada. E dedica suas conquistas, suas obras e sua própria vida à sua mãe, Cleide Alves dos Santos Costa, a quem considera o grande e maior amor de sua vida.
Para Edgar, sua mãe representa muito mais do que uma referência familiar. Representa a prova viva de que, mesmo diante das dificuldades, Deus pode colocar alguém no caminho para ensinar amor, perseverança, dignidade e esperança.
“A quem tudo devo nesta Terra; a quem Deus enviou para que eu tivesse a certeza de que Ele está no comando da minha vida.”
É desse lugar — entre as dificuldades de uma infância humilde, a formação acadêmica, a fé, a gratidão e o compromisso com a dignidade humana — que Edgar escreve.
Sua história não é apresentada como uma trajetória perfeita. É uma história de luta, aprendizado, quedas, recomeços e propósito.
E talvez seja justamente por isso que sua mensagem encontre força.
Porque algumas pessoas escrevem para serem lembradas.
Outras escrevem para que ninguém seja esquecido.
Edgar Alves dos Santos Costa escolheu escrever para que vidas sejam lembradas, para que a violência não seja silenciada e para que cada leitor compreenda que, diante da injustiça, permanecer indiferente também é uma escolha.
Esta obra é, acima de tudo, um chamado à consciência.
Um chamado para olhar.
Para ouvir.
Para questionar.
Para proteger.
Para agir.
E, acima de tudo, para nunca esquecer que toda vida humana tem valor.