

Ele consegue voltar no tempo. Mas nunca de graça. O preço não é dinheiro. É memória. Escolhida pelo próprio universo, nunca por ele. Às vezes é pequena, como o nome de um cachorro que ele teve quando criança. Às vezes é maior. Ele já não lembra o nome do próprio pai. Nem o seu. Trabalha sozinho, de madrugada, para clientes que aparecem na sua porta desesperados o suficiente para pagar qualquer
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