
Nasci no dia 15 de maio de 1981, em uma pequena kitnet na Rua Floriano Peixoto, em frente à então Praça 31 de Março, hoje Praça Marina Peixoto de Barros, pelas mãos da então primeira-dama Simone Maria de Aguiar Cavalcante.
Sou neto de agricultores e desbravadores, e tenho raízes fortes com a Serra da Barriga, onde meu bisavô João Leopoldino, ainda no início dos anos 1960, foi pioneiro na preservação e difusão da história da República dos Palmares, contribuindo para o posterior tombamento do local, hoje reconhecido como patrimônio cultural brasileiro e do Mercosul.
Com ascendência portuguesa, indígena e africana, sou o terceiro filho de cinco que minha mãe, Josefa, e meu pai, Cícero, tiveram. Os dois primeiros faleceram ao nascer.
Já nasci com uma marca característica e um nome diferente para a época. Meu pai, fã do personagem da então recém-lançada produção O Incrível Hulk, decidiu registrar-me com o nome do protagonista. Aliás, foi meu pai minha primeira inspiração de vida, ao percorrer a pé o caminho da então Fazenda Bom Regalo até Messias para estudar. Foi também ele quem iniciou os relatos sobre Messias, seus primeiros construtores e gestores, plantando o embrião do amor pela própria história.
Minha infância foi vivida na Escolinha Manoel Serapião Calheiros, onde foi alfabetizado com a ajuda e o zelo das professoras Sônia Eusébio e Marrise da Costa Rego. Estudei no Centro Educacional Municipal Luiz de Amorim Leão, onde cursei o Ensino Fundamental II e iniciei o Ensino Médio. Nesse período, ajudei a fundar o primeiro grupo de teatro do município, o Messiatro, em 1998. Concluí o ginásio no Colégio Dinâmico, em Maceió.
Minha formação é em Administração de Empresas pela Universidade Paulista – UNIP - FACIMA e, atualmente, sou pós-graduado em Geografia, História e Sustentabilidade pela Faculdade Venda Nova do Imigrante.
Desde a infância, primei pela participação nas ações comunitárias, estando sempre presente nas pastorais da Igreja Católica, como a Catequese, a Perseverança, a Legião de Maria e a Pastoral da Juventude do Meio Popular. Foi nesse contexto que aprendi sobre a importância da cultura, da história e da coletividade.
Nesse período, participei e ajudei a organizar o Grito dos Excluídos, campanhas do quilo e mobilizações que contribuíram para a criação do hoje Assentamento Flor do Bosque. Durante viagens realizadas por meio dessas mesmas pastorais, ouvi de algumas pessoas comentários pejorativos sobre minha terra natal. Começava ali minhas pesquisas sobre a história de meu lugar.
Na vida adulta, atuei em diferentes funções, desde frentista até administrador na Secretaria de Agricultura do Estado de Alagoas. No entanto, a curiosidade e o desejo de ver minha cidade natal respeitada e desenvolvida me levaram a pesquisar e tornar públicos os resultados dos estudos iniciais sobre a história oral e documental, além das prospecções arqueológicas no município de Messias.
Sou pai de Sara Gandra e Clara Sofia, minhas fontes de força e inspiração para deixar um legado de conhecimento e paixão por esta terra, pela história de todo um povo e por seu território. Sou um pesquisador nato, com hiperfoco nas histórias que constituem um lugar, sua gente e toda a sua territorialidade.
Para mim, falar de Messias é falar de mim mesmo, de minha história, ancestralidade e paixões. Um município territorial e populacionalmente pequeno que tornou-se, para mim, um espaço aberto ao desenvolvimento, partindo das riquezas naturais e históricas quanto das pessoas ilustres que já contribuíram e continuam contribuindo para a construção das memórias de Messias.
Meu maior sonho é ver nascer em Messias um museu. Para isso, já reuni um acervo pessoal, construído ao longo de muitas amizades e pesquisas. Além disso, desejo que o poder público compreenda o potencial econômico que Messias tem, pesquisando e cuidando de seus sítios arqueológicos. Essa iniciativa favoreceria o desenvolvimento territorial, colocando o município entre as opções de turismo histórico e ecológico.

Desde a sua origem, Messias possui guerreiros que escolheram o vale do Mundaú, isto é, a antiga aldeia Urucu, e que nos ensinaram a não baixar a cabeça. Esse grupo originário deixou um legado e contribuição para o povo de Messias, em sua geodiversidade de artefatos que foram encontrados em cacimbões nos anos 60. Essa informação acima, é só um deleite que este livro está a nos relatar/contar sobre
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