
David Gonçalves-Wessels é escritor, observador da vida e contador de histórias que atravessam pessoas, cidades e sentimentos. Aos 39 anos, nascido no final de julho, carrega a intensidade típica de quem sente muito, pensa fundo e transforma vivências em palavras que ficam. Brasileiro de origem, nasceu em Recife, Pernambuco, viveu 17 anos em São Paulo capital — onde amadureceu, construiu laços e histórias — e desde dezembro de 2022 reside em Münster, na Alemanha, país que hoje também molda sua escrita e sua visão de mundo.
Poliglota por natureza e por curiosidade, David fala português (sua língua materna), inglês, alemão e espanhol, transitando com facilidade entre culturas, pessoas e realidades distintas. Essa vivência multicultural reflete diretamente na sua literatura: humana, diversa, honesta e profundamente emocional.
Até o momento, David é autor de quatro livros, todos com identidade própria, mas unidos por um fio condutor claro: relações humanas, memória, afeto, humor e reflexão.
Os dois primeiros livros, Entre Estações e Entre Estações – Silêncio (Volume 2), são homenagens diretas aos seus melhores amigos, a um psicólogo onde teve a sua primeira paixão e a um rapaz que se tornou o seu grande amor. Neles, David narra como essas amizades, paixão e amor surgiram e se fortaleceram ao longo do tempo. O resultado é uma obra leve e profunda ao mesmo tempo — engraçada, sábia, romântica, dramática — e, acima de tudo, uma verdadeira lição de vida, onde o leitor se reconhece, ri, se emociona e aprende.
O terceiro livro nasce da memória afetiva e do amor familiar: uma homenagem à sua avó Anália, uma mulher conhecida por contar histórias improváveis, absurdas e assustadoramente convincentes — contos que, segundo ela, eram todos verdadeiros (mesmo quando ninguém acreditava). A obra revive uma infância marcada por férias escolares, fogueiras, noites mal dormidas e o medo delicioso das histórias malucas da vovó. Um livro emocionante, nostálgico e cheio de ternura, que resgata o poder da imaginação e da oralidade.
O quarto livro, ALEXANDRE, mergulha sem pudor no humor ácido, no desejo e nas relações contemporâneas. Alexandre é um boy cafuçú, dono de uma adega-bar na Berrini e de mais três lojas de vinhos finos: rico, bonito, safado e sem vergonha. Tudo muda quando ele se apaixona por Pedro, um rapaz não binário tão irresistível quanto manipulador, capaz de colocá-lo na palma da mão. A história é apimentada pelas três amigas de Pedro, personagens icônicas que garantem gargalhadas do início ao fim. Um livro ousado, divertido, provocador e extremamente humano.
Quando perguntado sobre qual livro mais gosta, David é categórico: ama todos os quatro. Cada um carrega uma parte da sua essência, com histórias diferentes, prazerosas de ler, que despertam imaginação, reflexão e emoção.
David ainda pretende escrever mais um livro, que encerrará seu ciclo como escritor. O próximo Entre Estações será um retrato sincero da sua experiência na Alemanha: as dificuldades enfrentadas, os choques culturais, as amizades improváveis, as histórias de vida que emocionam e provocam reflexão sobre empatia, respeito e convivência entre pessoas de diferentes países e realidades.
Formado em Comércio Exterior, com pós-graduação em Supply Chain e Logística Internacional, David também estudou Psicologia — curso que não concluiu, mas que moldou profundamente sua forma de ouvir, observar e se posicionar diante das pessoas. Por isso, conversa com profundidade, empatia e clareza, mantendo um olhar centrado, analítico e humano, quase como um psicólogo em plena atividade.
A vida não se resume ao que vivemos, mas ao que somos capazes de transformar em aprendizado. Escrever, para mim, nunca foi sobre contar histórias bonitas — é sobre dizer verdades com coragem, rir do que dói, respeitar o tempo das pessoas e entender que todo ser humano carrega batalhas invisíveis. Se minhas palavras te alcançarem, que não seja para te confortar apenas, mas para te provocar, te fazer pensar e, principalmente, te lembrar que maturidade não está em saber tudo, e sim em saber ouvir, sentir e evoluir. Afinal, quem aprende a ler o outro com empatia, nunca mais escreve a própria história da mesma forma.

Os Contos da Vovó Anália é um livro que aquece o coração, arrepia a espinha e desperta memórias que parecem morar no fundo da nossa infância. Mais do que uma obra de ficção, este livro é uma homenagem carregada de amor à minha avó, guardiã de histórias que atravessaram gerações. Durante as férias escolares, eu e meu irmão, então com apenas 9 anos, passávamos um mês inteiro no interior, na casa da
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