
Daniela Nascimento é natural de Manaus (AM) e iniciou sua trajetória na música influenciada e incentivada por seu pai, músico instrumentista e compositor. Na adolescência, participou de grupos de louvor gospel e, desde 2011, atua ativamente na cena musical amazonense. Com uma trajetória de quase 15 anos, fez breves passagens pelas bandas Reginna’s Rock e Moinhos de Vento, fundou a banda The Kobe Rock — que atuou nos anos de 2017 e 2018, se apresentando em espaços tradicionais como Porão do Alemão, Red Dog, Bar do Cabelo, Armazém Motorock, dentre outros — e lançou alguns projetos autorais como o do Grupo Encontro das Águas, Choro Bom e o musical infantil Amazônia pra Criança Ver. Dando sequência ao seu trabalho solo, a artista intensificou suas apresentações em bares, restaurantes e eventos diversos com um repertório que transita por gêneros como MPB, Samba, Bossa Nova, Boi-Bumbá, Rock, Pop Rock, Xote, Carimbó e outros. Por intermédio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a cantora já se apresentou em solenidades, fóruns e eventos especiais como o jantar de posse do governador do Amazonas, Wilson Lima.
Também compositora, construiu uma expressiva trajetória em festivais de música, atuando, com destaque, em eventos como o Festival de Calouros do SESC, Festival Amazonas de Música (FAM), Festival Canta Tarumã, Eco Music Festival e Festival da Canção de Itacoatiara (FECANI), tendo sido premiada em alguns deles. Em 2013, ao lado do compositor amazonense Jean Suwa, representou o Amazonas na mostra musical da 8ª Bienal da UNE, realizada em Olinda (PE). Já em 2017, juntamente com os músicos Rafael Alma e Alexandre Águila, representou a Região Norte no Dia da Música, evento nacional de difusão da música autoral sediado em Recife (PE).
Desde 2016, a artista integra a trupe do espetáculo musical Além da Música, idealizado pela multiartista Lívia Prado, tendo participado, até então, de todas as edições: Além da Música (2016), Além da Música no Cassino do Chacrinha (2017) e a versão teatralizada Além da Música: Instituto Luar x Metamorfose Ambulante, apresentada em 2023 e 2024, no Teatro Amazonas. No musical, a cantora já interpretou nomes icônicos como Janis Joplin, Celly Campelo e Nara Leão. Já participou de diversas produções relevantes, dentre as quais: em 2014, do show “4 Cantos” , apresentado no Palacete Provincial; em 2015, da gravação da premiada Catingueira, obra da compositora paulista Valéria Pisauro; em 2020, da regravação do álbum Nossa Música (1986), interpretando Renovação, de autoria dos amazonenses Candinho e Inês; e, em 2022, do álbum Mulheres que Cantam — idealizado e produzido por Adalberto Holanda e Eliberto Barrocas —, interpretando Choro para Marseille e Folha Branca.
Como backing vocal, participou da gravação do single Gostei da música (Mirtes Melo, 2012), do álbum Forró Xote Bom (Eduardo Cintrão, 2014), da apresentação de Zôca, canção de autoria de Ludi Sousa e Begê Muniz, premiada com o títulos de 3º lugar e Melhor Arranjo do 36º FECANI — e, em 2018, de uma rápida passagem pela ala musical do G.R.E.S. A Grande Família. Ainda nesse campo, ao longo de 2024 até meados de 2025, atuou como vocal de apoio em shows de projetos idealizados pelo multiartista Luso Neto em parceria com a R.O. Produções, sendo eles: Uma Noite de Elton John e Luso Canta Zezinho, apresentados no Teatro Amazonas e Rock Não Tem Idade (Especial Cazuza), apresentado na Casa de Praia Zezinho Corrêa com a participação especial da cantora Sandra Sá, parceria nacional que se repetiu em março de 2025 no show Luso & Sandra.
A artista também atua como avaliadora cultural, tendo integrado a comissão julgadora dos seguintes eventos: em julho de 2023, do 1º Festival Itacoatiarense de Danças Folclóricas; em fevereiro de 2025, do Carnaval Popular de Maués-AM, avaliando os blocos de acesso e especiais; e, em agosto de 2025, do XXII Festival Folclórico da Ilha de Vera Cruz, também em Maués-AM, avaliando o conjunto musical ao lado do percussionista e compositor Eliberto Barroncas.
Entusiasta do Jornalismo Cultural, em 2020, Daniela teve seu projeto Website Música em Manaus contemplado pelo edital prêmio Manaus de Conexões Culturais, via Lei Aldir Blanc, visando divulgar a produção musical da capital amazonense. O projeto foi inspirado na criação e atuação do Coletivo Música em Manaus, fundado por ela, em 2017, com o intuito de ser um espaço amplo e democrático de discussões e busca por políticas públicas em benefício dos artistas da cena manauara.