
Sobre o Autor:
Johnathan Oliveira Santos
Aham
Brahmasmi.
Nos
Upanishads — antigos textos filosóficos e espirituais da tradição indiana,
escritos há mais de 3.000 anos e dedicados a compreender a existência, a
consciência e a verdadeira natureza do ser — as crianças aprendiam desde cedo a
repetir essa expressão. Aham Brahmasmi significa:
“Eu
sou Brahman.”
“Eu
sou o Todo.”
“Eu
sou o universo.”
A
intenção disso não era religiosa, mas de consciência.
Desde
o início da vida, vamos criando uma identidade. Recebemos um nome, uma família,
uma nacionalidade, uma profissão, gostos, crenças e histórias. Aos poucos,
passamos a acreditar que somos apenas isso. Mas toda identidade criada é
limitada.
Quando
digo “eu sou isso” ou “eu sou aquilo”, automaticamente também digo tudo aquilo
que eu não sou. E, sem perceber, começo a me aprisionar dentro dessa definição.
É
como se eu deixasse de ser o universo inteiro para caber em um pequeno rótulo.
Os
Upanishads ensinavam exatamente o contrário.
Antes
de qualquer definição humana, você é parte de algo muito maior. Você não está
separado da existência — você é a própria existência se manifestando de forma
individual.
Por
isso, talvez a maior lembrança não seja descobrir quem somos, mas recordar
aquilo que nunca deixamos de ser.
Eu
não me defino.
No
máximo, coleciono experiências e alguns rótulos humanos temporários: 38 anos,
viajante, skatista, surfista, construtor, pintor, escultor, cozinheiro,
tatuador, publicitário, estrategista de marketing, programador, fotógrafo,
editor, escritor e poeta.
Também
sou filho, neto, amigo e tutor do Jaime.
Mas
nada disso me define por completo.
Tudo
isso são apenas formas de experienciar a vida.
Talvez
eu seja apenas alguém tentando lembrar daquilo que sempre foi.
Aham
Brahmasmi.

Se você chegou até aqui, talvez não tenha sido por acaso. Este não é apenas um livro comum. “Como Eu Vejo” é uma jornada. Uma experiência construída para provocar perguntas, despertar percepções e fazer você observar a existência por um ângulo diferente — como se estivesse vendo tudo pela primeira vez. Como seria olhar para a vida com os olhos de alguém que acabou de chegar aqui? Sem entender
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