
Barulhista (n. 1981, Contagem, Minas Gerais). Sujeito que atualmente ocupa o espaço e o caos de São Paulo, onde vive e, o que é mais alarmante, trabalha. Autodidata, embora sua produção transite pelo campo da escrita, é frequentemente citado por sua capacidade de fabricar trilhas sonoras para cinema, teatro e dança: um trabalho que consiste em manipular o ar para que as pessoas sintam coisas que não necessariamente planejaram sentir.

Em 1994, na periferia de Contagem, Minas Gerais, quatro adolescentes orbitam um vácuo existencial que beira o cartunesco. Entre o mofo de livros roubados da biblioteca pública e o chiado magnético de fitas piratas VHS, o grupo articula uma religião do desastre. Uma seita estética fundamentada na convicção de que a frustração não é um obstáculo à experiência, mas a própria substância da realidade.
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