Um pouco sobre mim
Astrid Rodarte é fisioterapeuta que encontrou na terapia holística o caminho para cuidar do ser humano em sua totalidade: corpo, mente e alma. Com mais de duas décadas de dedicação, formada em 2001, acumula três pós-graduações, inúmeras especializações e uma bagagem que vai muito além dos livros: construiu-se por meio da escuta, da vivência e de uma profundidade que só a prática constante pode dar. Itinerante por essência, percorreu caminhos que lhe permitiram conhecer diferentes culturas, pessoas e formas de ver o mundo, ampliando seu olhar sobre a existência e as relações.
Mas foi na sua própria jornada como mãe que encontrou a motivação e a maturidade para escrever esta que é sua primeira obra literária. Viveu uma maternidade intensa, marcada pelo medo, pela insegurança e pela solidão — mesmo ao lado de pessoas que deveriam ser seu porto seguro — e sentiu na pele o peso de estruturar um lar, criar uma filha e se reerguer praticamente sozinha. Mais tarde, o diagnóstico tardio de TDAH trouxe luz aos seus desafios e permitiu compreender sua forma única de ver e estar no mundo. Ao longo desse caminho, também viveu a importante reconciliação com sua mãe, marco profundo na cura de laços e na quebra de ciclos familiares que tanto tocam a experiência feminina. Hoje, após tantas adversidades, conta com o apoio sólido e verdadeiro do seu companheiro, caminhando em parceria e equilíbrio. Essa dor transformou-se em propósito: ao ver tantas mulheres percorrendo o mesmo “deserto” sem encontrar alívio, decidiu compartilhar seu caminho de volta à sua própria identidade.
Seu trabalho é um convite à acolhida generosa: endereça-se a todas as mães — inclusive aquelas que, como ela, levam tempo para se compreenderem e serem vistas — e também aos pais que assumem esse papel. Faz questão de deixar seu recado: ninguém precisa desaparecer para cuidar de outro; a compreensão de si mesma, a cura dos laços familiares e o apoio certo fazem toda a diferença. Hoje, continua reconstruindo seu território pouco a pouco, e guia suas leitoras com a mão amiga de quem já percorreu a estrada: você não está sozinha.