

Rogério Medeiros tinha dezenove anos quando entrou numa funerária de bermuda e chinelo, sem currículo e sem a menor ideia do que estava prestes a aprender. Nos anos que se seguiram, conduziu centenas de cerimônias de despedida — escolheu músicas, reacendeu velas, aproximou-se de mães que choravam sozinhas cercadas de gente. Aprendeu, velório por velório, o que a dor faz com as pessoas. E acreditou
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