Meu nome é Mychel Vitoriano Da Silva. Nasci no dia 03 de junho de 2008, as 15h15 na cidade de Orós, Ceará. Minha trajetória nunca foi fácil, mas cada dificuldade que enfrentei ajudou a construir a pessoa que estou me tornando hoje.
Desde pequeno, vivi em uma família humilde, mas cheia de amor. Minha mãe, Eliete, sempre foi uma mulher batalhadora e um exemplo de força para mim. Tenho três irmãos mais novos: Alisson, Alice e Alan. Como irmão mais velho, aprendi cedo o valor da responsabilidade e do cuidado com a família. Mesmo diante das dificuldades, nossa casa sempre foi um lugar onde o amor e a união falaram mais alto.
Morei no sítio Cipó, região que faz parte da cidade de Icó, Ceará. Minha infância teve momentos felizes, mas também foi marcada por muita dor emocional. Desde o ensino infantil, sofri bullying na Escola Municipal Joaquim Martins do Nascimento. Foram anos difíceis. Muitas vezes me senti diferente, excluído e sozinho. As palavras e atitudes de outras pessoas machucavam profundamente.
Mesmo assim, continuei estudando. Passei pelo quinto, sexto, sétimo e oitavo ano carregando dores que poucas pessoas imaginavam. Depois fui estudar na Escola Maria Áurea Menezes Gomes Gonçalves, em Mapuá, distrito da cidade de Jaguaribe, Ceará, onde concluí o oitavo e o nono ano. Infelizmente, o bullying continuou ali também, principalmente no nono ano. Foram experiências que deixaram marcas, mas também me ensinaram a ser mais forte.
Uma das maiores dificuldades que precisei superar foi a vergonha. Na escola, eu tinha vergonha até de comer perto das pessoas. Muitas vezes usava máscara o tempo inteiro para me esconder. Eu acreditava que jamais conseguiria vencer esse medo, mas consegui. Aos poucos, fui aprendendo a acreditar mais em mim mesmo e a entender que eu tinha valor.
Depois de concluir o ensino fundamental, fui em busca de novas oportunidades. Fiz inscrição na Escola Poeta Sinó Pinheiro e também no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará — ifce campus Jaguaribe. Atualmente, curso o 1⁰ ano do Ensino Médio junto com o curso Técnico em Eletromecânica integrado ao Ensino Médio. Mesmo enfrentando alguns episódios de bullying novamente, percebi que já não era o mesmo garoto inseguro de antes. Eu estava mais forte emocionalmente e mais determinado a construir meu futuro.
Além dos estudos, descobri na escrita uma forma de expressar meus pensamentos e sentimentos. Também sou escritor e autor do livro As Coisas Que Ninguém Me Contou, uma obra baseada em reflexões sobre a vida, sentimentos e aprendizados. A escrita se tornou uma maneira de transformar dores em palavras e experiências em inspiração.
Sempre busquei aprender e crescer através dos estudos. Por isso, também realizei cursos EAD oferecidos pelo Governo Federal e pela ENAP — Escola Nacional de Administração Pública. Entre eles estão os cursos:
Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Pessoas com Deficiência e Pessoas Idosas;
Conhecendo a Família e a Comunidade;
Os Desafios no Provimento de Benefícios e Serviços na Assistência Social;
Disseminadores dos Direitos da Pessoa Idosa.
Esses cursos ampliaram minha visão sobre cuidado, respeito, inclusão social e direitos das pessoas, fortalecendo ainda mais meu desejo de crescer como ser humano e profissional.
Os momentos mais importantes da minha vida são justamente aqueles em que alguém diz que eu não vou conseguir alguma coisa… e eu consigo. Isso me motiva profundamente. Cada crítica virou combustível para continuar lutando. Cada dificuldade se transformou em aprendizado.
Hoje, tenho sonhos grandes. Quero fazer o curso de Técnico em Transações Imobiliárias (TTI), conquistar meu registro no CRECI e me tornar um corretor de imóveis de alto padrão, trabalhando de forma autônoma. Meu maior objetivo é dar uma vida melhor para minha família e mostrar que a origem humilde nunca impediu ninguém de vencer.
Também encontro conforto na música. Gosto muito de músicas em inglês e de músicas católicas, que muitas vezes me ajudam a encontrar paz e esperança nos momentos difíceis. Além disso, valorizo os estudos, porque acredito que o conhecimento pode transformar vidas.
Minha história ainda está sendo escrita. Passei por dores, inseguranças e desafios, mas continuo seguindo em frente. Aprendi que as cicatrizes da vida não servem para nos enfraquecer, e sim para mostrar o quanto fomos fortes para continuar.
E, acima de tudo, aprendi uma coisa: nunca devemos desistir de nós mesmos.
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O Menino Que Não Desistiu
Poema
Nasceu no sertão cearense, onde o sol castiga o chão, mas foi ali que nasceu também um coração cheio de ambição.
Menino simples do sítio Cipó, carregando dores escondidas, ouvindo risos que machucavam nos corredores da vida.
Na escola, o silêncio gritava, a vergonha tentava vencer, até comer parecia difícil, até existir fazia doer.
Usava máscara no rosto, pra esconder insegurança e medo, mas Deus escreve destinos grandes até nos corações em segredo.
Muitos disseram: “Você não vai conseguir.” Mas cada palavra dura fez sua força surgir.
E o menino foi crescendo, transformando dor em inspiração, escrevendo aquilo que sentia com verdade no coração.
Nasceu então um escritor, não de histórias inventadas, mas de reflexões profundas e emoções guardadas.
As Coisas Que Ninguém Me Contou não foi apenas um livro escrito, foi um pedaço da sua alma em cada capítulo descrito.
Entre estudos e desafios, continuou sem desistir, buscando conhecimento para um dia evoluir.
Aprendeu sobre famílias, idosos, inclusão e proteção, mostrando que inteligência também nasce da compaixão.
No Instituto Federal, segue firme a caminhar, na Eletromecânica integrada, aprendendo sem parar.
E enquanto o mundo duvida, ele escolhe acreditar, que o menino desacreditado ainda vai muito longe chegar.
Sonha em vestir o CRECI, vencer pelo próprio valor, ser corretor de alto padrão e dar orgulho à sua família com amor.
Porque algumas pessoas nascem prontas, mas outras precisam resistir. E quem aprende a vencer a dor descobre o verdadeiro sentido de existir.
E no fim de toda batalha, quando olhar para trás um dia, vai perceber que sua maior vitória foi nunca desistir da própria vida.