# Entre livros, sonhos e novas histórias
Minha relação com a leitura começou cedo, com um pequeno livro que ainda mora na minha memória, O Bichinho da Maçã, de Ziraldo. Na adolescência, descobri os romances Júlia e Bianca, depois vieram Sidney Sheldon, tantos outros autores e uma paixão que nunca mais me deixou.
Os livros se abriram para mim de uma forma que hoje fazem parte da minha vida, da minha casa, dos meus dias. Estão nas estantes, nas lembranças, nas histórias que carrego e nas que ainda desejo contar.
Minha formação acadêmica seguiu por caminhos diferentes da literatura. Sou formada em Ciências Contábeis, Gestão Financeira e Economia, com pós-graduação em Auditoria da Gestão Hospitalar. A vida profissional me ensinou muito sobre números, responsabilidade e gestão, mas existe em mim uma outra linguagem, que sempre encontrou espaço, mesmo nos dias mais corridos.
Desde a adolescência, escrevo histórias. Tenho muita imaginação, gosto de desenhar e encontro na criatividade uma maneira de olhar para o mundo. Durante muito tempo, o sonho de escrever e publicar um livro ficou guardado entre tantos outros projetos da vida. Na pandemia, algumas histórias começaram a nascer, e aquilo que antes parecia distante foi ganhando forma, palavra por palavra.
Há dois anos, vivi uma mudança importante. Mudei a minha vida, me renovei, aprendi a me cuidar de outras maneiras e comecei meus novos 50 com um olhar diferente para mim mesma. Percebi que alguns sonhos não desaparecem com o tempo, apenas esperam que a gente volte a escutá-los.
Foi assim que a escrita encontrou um lugar ainda maior nos meus dias.
Sou apaixonada pela minha família, pelos pequenos acontecimentos, pelas conversas, pelos meus dias. Acredito que a vida está nas coisas que parecem simples, mas que deixam marcas profundas em nós.
A história que agora chega às crianças nasceu das diferenças que observo no cotidiano, dos jeitos tão particulares de cada pessoa e da beleza que existe em não sermos todos iguais. Esta fábula é um convite para que as crianças percebam que cada um tem sua individualidade, seu jeito de ser e sua própria maneira de enxergar o mundo.
Quero que elas aprendam a olhar para si mesmas e para o outro com carinho, compreendendo que ninguém precisa ser igual a ninguém para ter valor. Cada pessoa é única e perfeita aos olhos de Deus, e há beleza justamente naquilo que nos torna diferentes.
Quando este livro chegar às mãos dos leitores, vou realizar um sonho que começou muitos anos atrás, quando eu ainda era uma menina descobrindo o encanto de uma história.
Hoje, aos 52 anos, continuo acreditando que nunca é tarde para começar. Há histórias que esperam a vida inteira para serem contadas, e esta é uma delas.
Que este livro encontre crianças curiosas, corações abertos e famílias dispostas a descobrir, juntas, a beleza de cada um ser exatamente quem é.