
Advogada criminalista, professora e pesquisadora. Fundadora e Presidente da AVIVA18, associação dedicada à prevenção e ao enfrentamento do antissemitismo e de todas as demais formas de racismo, discriminação e discursos de ódio.
Advocacia, direitos humanos e responsabilização jurídica, com foco na defesa das liberdades fundamentais, no combate à discriminação e nos limites jurídicos da liberdade de expressão.
Autora de pareceres, estudos e artigos sobre antissemitismo contemporâneo, direito antidiscriminatório, liberdade de expressão e responsabilização jurídica dos discursos de ódio.

Antes de 1948, o antissionismo ainda podia ser apresentado como oposição a um projeto político não realizado. Depois da independência do Estado de Israel e de seu reconhecimento pela ordem internacional, essa oposição mudou de natureza. Já não se trata de rejeitar uma hipótese histórica, mas de negar uma existência nacional concreta. Em O Antissionismo Impossível, Lilia Frankenthal conduz o leito
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O antissemitismo não desapareceu quando perdeu respeitabilidade pública. Aprendeu a adaptar-se. Antigas acusações dirigidas aos judeus — conspiração, poder oculto, deslealdade, culpa coletiva, perversidade, domínio da imprensa e dos governos, assassinato de crianças — passaram a ser reproduzidas contra os “sionistas”, sob uma linguagem aparentemente política e, por isso, socialmente mais tolerada.
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