
Escrevo desde muito cedo, mas nem sempre soube que isso era ser escritora. No início, a escrita era apenas um lugar seguro: onde eu podia colocar o que não sabia dizer em voz alta, o que doía, o que transbordava, o que insistia em existir dentro de mim. Com o tempo, percebi que escrever era mais do que um refúgio, era uma forma de me compreender e de permanecer.
Minha escrita nasce da adolescência, dos afetos intensos, das perdas, do amor, das perguntas que não têm resposta imediata. Sou profundamente atravessada pela literatura e encontro nos livros um espelho e um abrigo. Escrevo textos poéticos e reflexivos, muitas vezes existenciais, porque sentir demais nunca foi um defeito, foi sempre matéria-prima. Acredito que a palavra tem força, que escrever é um ato de coragem e que a literatura pode tocar quem lê do mesmo modo que um silêncio bem compreendido. Não escrevo para ensinar, escrevo para sentir junto. Para que alguém, em algum momento, encontre em um texto meu aquilo que não sabia nomear.

Os textos oferece uma perspectiva autêntica sobre as experiências da adolescência, um período de transformações e descobertas. A obra ressoa com leitores que se identificam com as angústias, alegrias e questionamentos típicos dessa fase da vida.
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