
Eu não escrevo sobre heróis.
Heróis são limpos demais para o mundo que eu conheço.
Eu escrevo sobre perdas.
Sobre o momento em que tudo quebra —
e ninguém vem consertar.
Minhas histórias não salvam.
Elas expõem.
Elas mostram o que acontece quando a dor não passa…
quando ela cria raiz.
Aqui, cada escolha tem um preço.
E ninguém sai ileso.
Eu escrevo sobre gente comum
empurrada até o limite —
até o ponto onde certo e errado deixam de importar.
Porque existe um momento…
em que justiça e vingança se confundem.
E voltar já não é mais uma opção.
Minhas histórias nascem no escuro.
Crescem no silêncio.
E terminam onde a maioria não teria coragem de chegar.
Não existe redenção fácil.
Não existe final confortável.
Só existe a verdade:
toda dor cobra.
E toda dívida… um dia é paga.
Se você procura alívio,
você está no lugar errado.
Mas se você entende que algumas histórias
não são sobre salvação —
e sim sobre acerto de contas…
Então você entende o que eu faço.
Capelli Skull não é estilo.
Não é tendência.
É identidade.
É marca de quem atravessou o próprio inferno…
e voltou diferente.

O sertão não esquece. Não esquece o sangue que cai na terra quente, nem os nomes que o vento insiste em carregar de um canto a outro. No sertão, o tempo passa, mas as histórias ficam — enterradas, marcadas, vivas de um jeito que não se explica. Dizem que depois do fim do cangaço, a paz veio. Mentira. O que acabou foi o nome. O medo continuou. A violência mudou de rosto, mas nunca saiu dessas terra
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