Frase marcante é Apocalipse capítulo 22 versos 12 & 13, pois testemunhamos o fim prévio da humanidade. Claro, somos marcados a muito pela nossa vivência no mundo. Mas, possuindo algo mais, estamos decretados a viver; sim, viver é um mérito duro e árduo, trabalhar, estudar (mesmo que seja lições sociais ou experiências, como tocar no fogo) e até mesmo socializar, essa sendo a mais difícil da atividades talvez. Viemos e principalmente morremos, estamos de passagem nesse lugar em que traz alegria, angústia, ódio, e medo. Talvez seja isso que tantas culturas tenham medo, dessa passagem mínima em um universo infinito.
Me chamo Brunno, hoje sou adulto mas quando comecei a escrever eu tinha 16 anos, ou menos se considerar as atividades da escola. Enfim, escrevo para mostrar o que esquecemos normalmente, nosso próprio eu lírico (assim eu gosto de chamar, se você já leu um de meus livros irão se acostumar) que se expandiu, mas permanece inativo. Nosso eu está acostumado a viver explodindo, em caos, e sempre em construção. Nunca parece que algo termina em nossa vida, até morrermos (é claro). A vida permanece sendo a mais bela das coisas que temos, menos para seres imortais, pois parece que existem pessoas que se acostumam a morrer. Não, não são os suicidas, são vocês vivos que me atordoam, vocês que marcam presença na destruição artificial do próprio ser. É estranho escrever sendo vivo, melhor sendo vivido né Machado de Assis? É claro.
Esse texto representa muito meu estilo de escrita, além de dar uma breve introdução sobre mim. Espero que tenham gostado do show do sargento pimenta. Deixo aqui, um trecho do meu livro Iron Knight, uma obra introdutória para a loucura:
"Lembro-me quando era criança e brincava para lá, e
felizmente, para cá. De quando os desenhos eram
melhores que as séries, de quando a comida tinha
bom gosto, de quando o céu brilhava mais. O que
aconteceu pois então? Meu corpo mudou, as
pessoas me olham com desejo, eu sou um objeto?
Vaguei pelo cemitério uma vez, meu corpo estará lá
hoje. Meu nome, e minha data de nascimento e
morte. Mas eu morri antes, morri quando menos
queria, morri quando adquiri uma perda, não da alma, mas do meu corpo. Morri quando menos
queria, quando virei objeto sexual. Morri quando meu
corpo me deixou. Morri quando minha mente dizia
para transar, mas não queria. Morri antes mesmo de
dizer adeus. Chega de morri, hoje mesmo já estou
morta. Então... Estou morta por ser adorável aos
olhos das pessoas. Será? Será mesmo que as
pessoas gostam de mim? Será que sou desejável por
ser eu, ou por ser parte do eu? Essa parte, sendo meu
corpo, pode-se dizer que está poluída, já bati, e bato,
tantas vezes nela que está dolorida. Meu corpo
geme, minha alma clama, e agora estou voltado
novamente ao fim."
Iron Knight, Capítulo X.